Rodadas de Negócios multissetoriais: como funciona o formato de 16 empresas?
- Carlos Alberto
- 27 de dez. de 2025
- 2 min de leitura
Atualizado: 27 de dez. de 2025

Quando se fala em rodadas de negócios, muita gente imagina eventos grandes, cheios de participantes e com aquela sensação de “quanto maior, melhor”. Mas, na prática, existe um formato que costuma entregar um dos melhores equilíbrios entre organização, foco e resultado: a rodada multissetorial com 16 empresas.
Esse modelo funciona como uma “máquina de conexões” bem simples de entender — e extremamente eficiente quando bem conduzida.
A estrutura: 4 mesas e 16 cadeiras
O formato é baseado em uma organização objetiva:
4 mesas
4 cadeiras por mesa
total de 16 empresas participantes
A dinâmica acontece de forma rotativa. Em cada etapa, os participantes conversam com as empresas daquela mesa e, após um tempo definido, ocorre a troca. Ao longo do evento, a movimentação é planejada para que todos consigam falar com todos, de maneira organizada.
Como “todos falam com todos” sem virar bagunça
A diferença entre uma rodada de negócios e um encontro empresarial comum está na engenharia do evento. No formato de 16 empresas, essa organização costuma combinar três elementos:
Um roteiro de movimentação bem definido (a ordem das trocas)
Crachás e identificação para deixar claro quem é quem e onde cada pessoa deve estar
Um áudio moderador para controlar tempo, ritmo e troca de mesas
Quando esses pontos estão alinhados, o evento deixa de ser “networking solto” e vira uma dinâmica objetiva: conversa, troca, conversa, troca — com todos incluídos e sem perdas de tempo.
“16 empresas é pouco?” Nem sempre
Essa é uma reação comum: “Só 16 empresas?”
A pergunta que muda o jogo é outra:quanto tempo você levaria para conhecer 16 empreendedores, conversar de verdade e entender o que eles fazem — tudo em cerca de 1 hora?
Em encontros tradicionais, o empresário costuma falar com poucas pessoas. Às vezes, sai com meia dúzia de contatos, mas com pouca profundidade. Já na rodada estruturada, a proposta é eficiência: você conversa com todos os participantes, de forma padronizada, sem depender de “sorte” ou de afinidade momentânea.
E mesmo quando existe uma abertura com uma breve fala de um especialista, o formato continua funcionando bem — desde que o tempo da rodada seja preservado.
Por que eventos menores podem gerar resultados melhores
Rodadas maiores podem acontecer — e existem cenários em que faz sentido escalar. Mas o tamanho traz um custo: complexidade.
Quanto mais participantes, mais fácil surgirem problemas como:
atrasos que comprometem o ritmo
falhas na condução do tempo
confusão de movimentação
perda de qualidade nos contatos
mais dispersão e menos foco
No formato de 16 empresas, a dinâmica tende a ficar mais controlada. O organizador consegue manter ritmo, garantir que todo mundo participe e preservar o objetivo principal: conexões úteis, rápidas e organizadas.
“Menos é mais” (especialmente em networking)
O valor do formato não está na quantidade de pessoas, mas na qualidade das conexões e na eficiência do encontro.
Rodadas multissetoriais com 16 empresas funcionam bem porque são simples de executar, fáceis de manter organizadas e oferecem um resultado muito claro: em pouco tempo, cada participante conhece todos os outros, sem ficar “preso” ao acaso do networking tradicional.
No fim, a lógica é direta: um evento menor e bem estruturado pode gerar mais oportunidades reais do que um evento grande e bagunçado.




Comentários